Powered by Rock Convert

Quando abro a janela do meu apartamento e vejo o mar, sinto-me com forças para enfrentar qualquer desafio. A brisa fresca à noite, que toca meu rosto enquanto descanso depois de um longo dia, dividido entre processos e petições, é um conforto que a natureza parece me dar, sem que eu precise pedir.

No entanto, minha vida nem sempre foi assim. Até me mudar para Avenida Beira Mar, no Bairro Meireles em Fortaleza, passei por períodos turbulentos. Consegui superá-los com a ajuda da minha família, dos meus amigos e com um tratamento contra a depressão. Mas foi quando me mudei que senti estar conseguindo reconstruir a minha vida.

Como perdi a qualidade de vida?

Há 6 anos, achei que tinha encontrado a pessoa ideal com quem dividiria o resto dos meus dias. Foi uma paixão realmente avassaladora. Ainda cursava a universidade de Direito, mas estávamos ansiosos por compartilhar a vida, a casa, formar uma família.

Casei-me aos 24 anos, depois de seis meses de namoro. Fui morar na casa dele e estávamos felizes. Porém, como toda paixão, foi rápida. A profissão dele o obrigava a fazer muitas viagens e comecei a passar muito tempo sozinha. Houve um distanciamento, nós mal nos encontrávamos.

Terminei a faculdade, enquanto isso. Comecei minha vida profissional no escritório da família. Era longe de onde eu morava, na época. Eu gastava muito tempo para me deslocar até lá. Como estava iniciando na profissão, queria dar o meu melhor e provar para os outros e para mim mesma que poderia ser uma grande advogada, mas meu sonho sempre foi ser juíza, e ia trabalhar duro para isso.

Ele com suas viagens, eu com meu trabalho me consumindo a maior parte do tempo, deixamos de investir na relação — a verdade é que não nos preocupávamos e ela foi esfriando. É claro que eu percebia a distância e a frieza entre nós, mas tinha outras prioridades. Estava às voltas com muitos processos e ainda tentava estudar para passar em uma prova para ser juíza.

Em um domingo de manhã, ele saiu e deixou o computador aberto. Eu não era de bisbilhotar as coisas dele, mas acabei vendo uma troca de e-mails. Aquilo era a materialização do fim do nosso casamento. Apesar de sentir, até mesmo inconscientemente, que a relação estava estremecida, nunca pensei em passar por isso.

Uma traição abala a nossa autoestima, distorce a visão que temos de nós mesmos. Nos deixa fragilizados e os problemas tomam proporções maiores. Isso, somado a uma carga de trabalho excessiva, que exigia muitos sacrifícios, foi o gatilho para que eu desenvolvesse uma depressão severa.

Pedi o divórcio e voltei para a casa dos meus pais. Chegou um momento em que eu não tinha vontade de fazer nada. Não queria trabalhar, todo aquele empenho perdeu o sentido para mim, não queria sair de casa, a vida se tornou vazia.

Como reencontrei o prazer de viver?

Com muito esforço, um dia saí para dar uma volta sentir o clima caloroso de Fortaleza. Precisava respirar outros ares. Saí sem rumo. Quando vi, estava andando pela Avenida Beira Mar. A vista ali era tão bonita e havia tantas pessoas, elas pareciam tão felizes. Na feirinha Beira Mar, eu me vi entre turistas e locais. Gostei de estar ali, em meio ao movimento. Acho que flertei com alguém. Estava me sentindo viva novamente!

Voltei para casa procurei um apartamento para morar na Beira Mar. Queria muito essa mudança, um lugar para recomeçar. Comecei também a fazer um tratamento contra a depressão. Um mês depois, me mudei para um apartamento com vista para o mar e dei início à minha luta contra a depressão.

A localização dispensa apresentações. Além disso, fica perto do meu trabalho. Sim, eu também voltei a trabalhar e a estudar para realizar meu sonho de ser juíza. Agora, faço isso com prazer, mas não abro mão do resto da minha vida. Visito e frequento os bares e outros lugares perto de casa.

Vou ao cinema com minhas amigas, no shopping, que fica a poucos quarteirões de onde moro. Vou à feirinha Beira Mar e posso comprar frutos do mar frescos no Mercado do Peixe para cozinhar quando recebo minha família ou meus colegas de trabalho. Estou encontrando um equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Como a Avenida Beira Mar mudou minha vida?

Sem dúvidas, ter me mudado para um lugar onde fica mais fácil conciliar diferentes aspectos da vida ajudou bastante. É um bairro totalmente seguro, em que posso encontrar tudo de que preciso e viver confortavelmente — sem falar na vista maravilhosa que tenho. Morar de frente para o mar é reconfortante. Acordar cedo e olhar aquela imensidão me dá uma sensação de paz.

Continuo meu tratamento para a depressão, mas agora de forma menos intensa. Consigo trabalhar, estudar, encontrar meus amigos, tomar banho de mar, ir ao teatro, reunir minha família. Hoje posso afirmar que tenho qualidade de vida. Passei por um período difícil, mas que me fez enxergar e valorizar muitos aspectos que não valorizava antes.

Fortaleza é uma cidade linda que têm muitos lugares para visitar e muitas paisagens para admirar. Atualmente, eu consigo fazer isso e, muitas vezes, sem sair de casa. Posso apenas me sentar para ler um livro na minha varanda ou, se der vontade, me infiltrar em meio ao movimento de pedestres e banhistas. São muitas possibilidades!

Encontrei uma pessoa legal nos últimos tempos e saímos algumas vezes. Estou indo devagar, sem precipitações. Agora que encontrei um lugar que é meu e no qual me sinto confortável, é como se eu tivesse me encontrado também. Então, não preciso correr, só quero aproveitar a qualidade de vida que conquistei.

Devo dizer que a Avenida Beira Mar mudou minha vida. Encontrei amigos e aqui se tornou meu porto seguro. Quero envelhecer nesse lugar, olhando para o mar, apreciando a movimentação das pessoas, indo aos bares para me divertir, desfrutando da boa comida dos restaurantes. Para mim, esse parece ser um grande futuro!

Quer conhecer mais sobre os melhores lugares para morar em Fortaleza? Entre em contato conosco!